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Área Marinha Protegida Cascais, Mafra e Sintra avança para fase científica decisiva

A Câmara Municipal de Sintra informa que teve início uma nova etapa decisiva no processo de criação da futura Área Marinha Protegida de Iniciativa Comunitária (AMPIC) Cascais Mafra Sintra, com a contratação das equipas científicas responsáveis pelos estudos aprofundados dos valores naturais presentes na zona costeira partilhada pelos três municípios.

A formalização destas equipas, financiada pelo Fundo Ambiental do Governo de Portugal, marca o arranque dos estudos complementares que irão sustentar a definição técnica e científica da nova área protegida, garantindo que este processo se baseia em conhecimento rigoroso e atualizado.

Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, reafirma o compromisso de “proteger o património natural do concelho, assumindo a conservação marinha como um pilar estratégico para o futuro do território Sintrense”.

O momento foi assinalado em Mafra e contou com a presença de Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, Marco Almeida, presidente da Câmara de Sintra, Hugo Luís, presidente da Câmara de Mafra, e Luís Capão, vice-presidente da Câmara de Cascais. O evento contou também com representantes de entidades como a secretaria de Estado do Mar e das Pescas, a DGRM, o ICNF, o IPMA que reforçam o compromisso institucional conjunto com a criação desta Área Marinha Protegida.

A futura Área Marinha Protegida pretende salvaguardar habitats marinhos de elevado valor ecológico numa região costeira densamente utilizada e sujeita a forte pressão. O objetivo é promover uma gestão equilibrada que una conservação da natureza, conhecimento científico, governação local e envolvimento das comunidades.

O processo iniciado em 2021, com a assinatura do protocolo de colaboração entre Sintra, Mafra, Cascais e a Fundação Oceano Azul. Em 2022, a Expedição Científica Oceano Azul Cascais Mafra Sintra recolheu informação essencial sobre os ecossistemas da zona costeira, constituindo a base para esta segunda fase agora iniciada.

O Governo português atribuiu um financiamento de um milhão de euros, através do Fundo Ambiental, destinado à realização dos estudos complementares agora adjudicados. Além da componente científica, serão desenvolvidos estudos socioeconómicos e terá início um processo participativo, envolvendo diretamente a comunidade local e os diferentes agentes que utilizam ou dependem deste território.

Os trabalhos científicos decorrerão ao longo de 2026 e irão sustentar a proposta final da criação da AMPIC, integrando uma abordagem inovadora de conservação marinha em Portugal, baseada na colaboração entre poder local, Governo, ciência e sociedade civil.

Fonte: cm-sintra.pt